sábado, 9 de novembro de 2013

mais uma vez: Rio!

Já ri antes
E ainda hei de rir mais
Principalmente de mim
Rio de mim porque me sei.
Me sei frágil, tola,
Insegura, falha....
Mas não me importo.
Me divirto, aprendo e
Sobretudo:
Rio.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

fênix

O dia te deixou morta...

...a noite prepara tua ressurreição?

Crer pra ver.

Nada te resta mais.

Mas cinzas também podem ser matéria prima.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Aquele tempo...

Era deles aquele tempo
Em que eram livres e felizes
Bailando soltos no ar
Se dando ao toque do vento
Permitindo o sentimento
Deixando a vida aflorar...

Era deles aquele tempo
Em que brincavam e se inventavam
Esquecidos de particularidades
Se permitiam o encontro
Se tocavam de um jeito único
E se davam as mãos na ciranda da vida
Encontrando-se no movimento infinito de ser...

Era deles aquele tempo
Em que a sorte ingrata não lhes tocava
E eram duros mas eram fortes
Sobretudo eram leves
Feitos da matéria dos sonhos
E viveram tantas coisas
Enquanto era deles aquele tempo...

E a vida seguiu seu curso
E tantas outros tempos vieram
Se perderam, se encontraram
E no reencontro de agora guardam o olhar cúmplice
De quem viveu e isso valeu!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre a carência...

Fico pensando no quanto somos todos carentes...
carecemos de afeto, de colo, de escuta, de atenção....
carecemos de ombro, apoio, compreensão...
e no meio de tanta carência sobram
conflitos, mal-entendidos, contradições...
efeitos de querer do outro o que o outro também quer pra si...
Todos carentes e solitários!
Clamando muito e oferecendo nada.
Mares de ausência...
Desertos de afeto....
Condição (des) humana e comum.

Reconhecer e entender essa dimensão
é deixar de cobrar do outro o sim no nosso não.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Noite de haikais

Dos poetas amig@s:

"Noite de begônias:
O frio se permite
Chegar logo mais.

Depois do calor,
O Verão cansa e prolonga
As chuvas doutrora.

Vai chegar o dia
Que de tão verdes, os lábios
Sorriem jardins.

Mais tarde, você
Poderia me levar
Para a Primavera.

Quando a chuva passa,
Aquela velha tristeza
Dorme na distância

À tarde, você
Veio me pedir um beijo
Eu e o Sol se calou."

Jamesson Buarque

"Caramujinho
Lenta linha brilhante
No éden do limo."

Eugênia Fraietta

"Na cálida noite,
Suave preguiçosa
A brisa desliza.

Na tarde tão quente,
As flores, sobre o muro,
A rua espia.

Árvores ramalham
E o vento, já cansado,
Decide voar. "

Wesley Carvalhaes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Poema Perdido


Ontem perdi um poema
Repleto de palavras doces
Verso a verso o reverso da dor
O reverso da ausência - verso a verso.

Procurei na casa toda: cama, sofá e jardim
Busquei em outras páginas
Papéis revirados revelando o reverso de mim.
Perdi um poema ontem
E por mais que procure não o posso encontrar
Poema perdido é ferida aberta
Só o tempo é remédio para cicatri-verso-criar .

Amigos reais em meio virtual: