domingo, 6 de março de 2011

imaterialmente eu

Os pássaros na parede sobrevooam o lírio e a hélice de pá sobre a minha cabeça gira

gira minha cabeça cheia,
cheia de ideias loucas, sentimentos vários
vários...
cheia, vario
e vario, variante que sou...
mas não sou carro
e se te pareço louca
(talvez seja)
no escuro das letras,
na imaterialização da dor,
no sentimento de morte que cria a poeta,
nas hélices sem pás,
sem chão, nem buraco
de sete palmos

sem flores, sem velas
velo o amor que há
e temo a morte
minha(?!) não(!!)
talvez(?) a sua e de tudo(...) que há
e não


há o amor e o olhar
que se pode ver
e você vê mas não repara
não(!)
pára, pára de ver
e sentir
e querer
e buscar
aquilo que só você pode
mas não dá
não dá
não
dá...

batem as horas malditas
do tempo que tudo leva
mas não é leve
pesado o tempo que não crê em mim.
Acredita tempo, acredita em mim:
(E me deixa ficar aqui...)

Amigos reais em meio virtual: