sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Do amor e suas nuances

E há o amor
Esse que não tem prazo ou validade
E que prescinde de corpo
Que transpõe barreiras e datas
E vai além
Há o tempo
Esse que não se mede
Que não se conta e nem se pede
Há verdades
Essas que não são minhas
Mas que afloram
Em qualquer intangível instante
De qualquer amor
Em qualquer tempo
Com qualquer verdade.

15/04/2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sou quando me vês

O duro não é perder seu sorriso
que não vou mais ouvir
O duro não é perder seu calor
que não vou mais sentir
O duro, duro mesmo,
duro como pedra
é a ausência do seu olhar
que não mais me vê.
Seu olhar me constituía
Eu era filha
Eu era mãe
Eu era irmã
Eu simplesmente era
alguém
quando vc me olhava
Como ser sem vc me ver?
Forma difusa e nebulosa
Eu não sou hoje
Apenas dor e ausência
Sou a sua cegueira definitiva
(01/07/2014)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Esperando São João...

Há nas bandeirolas de um junho esquecido
Um tanto de dor de um seco agosto
De uma infância passada
De doces perdidos
De festas lembradas
Agora sem nenhum sentido
O aniversário do tio que chama João
Como o santo padroeiro da folia
E que espera o fim do infinito inferno astral
A alegria e o colorido da família
Cinza diálise
Corpo esperando milagre
Como eu espero.
Espera.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O infinito é outra forma de fim
E findo aqui meus anseios de pedra e de pássara
Não posso voar por ser pedra
Não posso ficar por ser pássara
Finco minhas duras asas no limbo
Não sou essência
Alcanço outra permanência
E fico apenas pedra e pássara.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Isto de borboleta que não encontra saída
é como de ser pedra
lançada por mão de menino
e atravessada em vidraça alheia
é como beijo estalado roubado
esperado no sofá da sala
ou como a ausência do beijo
que se pressente e se espera
mas não vem
é como ter tudo por um instante
e o instante é nada.

sábado, 9 de novembro de 2013

mais uma vez: Rio!

Já ri antes
E ainda hei de rir mais
Principalmente de mim
Rio de mim porque me sei.
Me sei frágil, tola,
Insegura, falha....
Mas não me importo.
Me divirto, aprendo e
Sobretudo:
Rio.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

fênix

O dia te deixou morta...

...a noite prepara tua ressurreição?

Crer pra ver.

Nada te resta mais.

Mas cinzas também podem ser matéria prima.

Amigos reais em meio virtual: